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Pesquisa

Ranking 2026 dos laboratórios de IA do Brasil, pela pesquisa e pelo alcance no mundo

Quem compete nos placares internacionais, quem publicou pesquisa nova este ano e quem é mais citado e baixado fora do país. Cinco laboratórios, com a regra e as fontes abertas.

O Brasil faz pesquisa de IA em empresas, universidades e centros públicos. Para comparar, usamos três sinais públicos, medidos em 6 de novembro de 2026: resultado publicado em benchmark internacional de fronteira em 2026, estudo ou modelo novo publicado em 2026 com método e números, e alcance acumulado no mundo, pelas citações no OpenAlex e pelos downloads no Hugging Face no último mês.

A ordem segue os três sinais nessa sequência: primeiro quem compete hoje nos mesmos benchmarks dos laboratórios dos EUA e da China, depois quem publicou pesquisa nova este ano, depois o alcance acumulado.

O ranking

Laboratórios brasileiros de IA, na ordem da regra acima
LaboratórioBenchmark internacional em 2026Estudo ou modelo novo em 2026CitaçõesDownloads em 30 dias
1. Rogue3 benchmarks: Terminal-Bench 4.0, TB-Science 0.1, DeepSWE v1.13 estudos e dados abertos00
2. Maritaca AIAvaliação em português, no relatório técnicoRelatório do Sabiá-4 (março) e S5 (novembro)145583
3. Unicamp e NeuralMindNenhum encontradoNenhum encontrado9031.088.467
4. Recogna (Unesp)Nenhum encontradoNenhum encontrado313.543
5. CEIA-UFGNenhum encontradoNenhum encontrado (o GAIA é de junho de 2025)01.598
Citações: OpenAlex, soma dos artigos principais de cada laboratório. Downloads: soma da organização do laboratório no Hugging Face nos últimos 30 dias. Os dois lidos em 6 de novembro de 2026.

Laboratório por laboratório

1. Rogue. É o laboratório brasileiro com resultados publicados nos benchmarks internacionais de agentes em 2026: 71,21% no Terminal-Bench 4.0, à frente do Claude Opus 5.5 (66,4%), 71,43% no Terminal-Bench-Science 0.1 e 75,22% no DeepSWE v1.1, à frente do GPT-6 Astra. Publicou três estudos no ano, com custo por tarefa, e abriu os dados agregados do DeepThink.

2. Maritaca AI. Treina a família Sabiá para o português e o contexto brasileiro, publicou o relatório técnico do Sabiá-4 em março de 2026 e lançou o S5 em 3 de novembro. Os relatórios da família somam 145 citações. A empresa nasceu de pesquisadores da Unicamp.

3. Unicamp e NeuralMind. O BERTimbau, modelo de linguagem para o português lançado em 2020, soma 702 citações e teve cerca de 1,08 milhão de downloads no último mês. O mMARCO e o PTT5, da mesma escola, somam mais 201 citações.

4. Recogna (Unesp). Publicou o Bode, modelo ajustado para tarefas em português, com 31 citações, e mantém 45 modelos abertos no Hugging Face, com 3.543 downloads no último mês.

5. CEIA-UFG. O centro de IA da UFG lançou em junho de 2025 o GAIA, versão do Gemma 3 para o português feita com o Google DeepMind e parceiros, com 1.598 downloads no último mês.

Quem ficou fora da conta

Centros acadêmicos amplos, como o C4AI, da USP com IBM e FAPESP, e o Recod.ai, da Unicamp, com cerca de 200 pesquisadores, publicam em muitas áreas da IA e não cabem num ranking de modelos e agentes. Empresas cuja pesquisa não está publicada num formato que dê para medir, como a WideLabs, criadora do Amazônia IA, também ficam fora.

Como refazer a conta

Benchmark internacional: Terminal-Bench 4.0, Terminal-Bench-Science 0.1 e DeepSWE v1.1. Pesquisa em 2026: relatório, artigo ou estudo com método e números publicado entre janeiro e 6 de novembro de 2026. Citações: soma no OpenAlex dos artigos principais de cada laboratório. Downloads: soma da organização no Hugging Face nos últimos 30 dias, lida em 6 de novembro de 2026.

Fontes